Plantando o Futuro

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É uma iniciativa que visa ao plantio de 30 milhões de árvores, compreendendo a recuperação de 40 mil nascentes, 6.000 hectares de mata ciliar e 2.000 hectares de áreas degradadas, em todos os 17 territórios de desenvolvimento de Minas Gerais, até 2018.

 

O programa vai incentivar a recuperação ambiental de áreas degradadas, contribuir para preservar a natureza e promover o bem-estar dos mineiros. A iniciativa é pautada na ampla mobilização social, conscientizando a população para que se aproprie do projeto e participe ativamente de todo o processo.

 

A ação priorizará regiões com danos ambientais, nascentes de rios e seus afluentes e matas ciliares, bem como a arborização urbana. A implantação do programa tem potencial para beneficiar 20 milhões de habitantes no estado. A Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig) é a responsável pela coordenação e pelo apoio logístico e operacional do projeto.

 

Entre os objetivos específicos do programa, estão plantio em Áreas de Preservação Permanente (APPs), unidades de conservação, área de reserva legal de agricultores familiares, locais de recarga hídrica, além de formação de sistemas agroflorestais e silvipastoris e de pomares e quintais agroflorestais; reflorestamentos; arborização urbana, rural, entre outros.

 

No âmbito social, o programa prevê a participação da sociedade civil no projeto, estimando que 40% de sua execução serão feitos por ONGs, movimentos sociais, associações de classes, comunidades e empresas. O Estado de Minas Gerais é responsável pela execução de 60%, por meio de diversas secretarias de estado.

 

O “Plantando o Futuro” está alinhado com os esforços globais e acordos internacionais de promoção da sustentabilidade e da educação ambiental. Contribui para a redução de gases de efeito estufa, para a consolidação de uma economia verde, inclusiva e produtiva, para a melhoria da qualidade das águas e do ar, para a amenização da temperatura ambiente e para a elevação da qualidade de vida da população. O “Plantando o Futuro” foi apresentado pela Codemig na 21ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP21), em Paris, como modelo de gestão pela sustentabilidade.

 

O PROJETO NA SERRA DO ESPINHAÇO

 

O Instituto Espinhaço – Biodiversidade, Cultura e Desenvolvimento Socioambiental é o responsável pela implantação e pela coordenação do Plantando o Futuro, na região da Serra do Espinhaço – Minas Gerais, com o Projeto Semeando Florestas, Colhendo Águas na Serra do Espinhaço.

 

As florestas desempenham um papel crucial na obtenção de um futuro sustentável. Não por acaso, as florestas estão, cada vez mais, conectadas às questões climáticas, uma vez que têm alta capacidade de sequestrar carbono, contribuindo para a diminuição do aquecimento global.

 

As questões relacionadas à proteção e à conservação de espécies arbóreas nativas que compõem o ecossistema de uma região, cada vez mais, demonstram sua grande importância para a manutenção da biodiversidade local, cooperando com a necessária busca do equilíbrio sistêmico de uma região, assim como de um país e do planeta. Tal restauração é uma atividade que está relacionada com a tarefa de reconstruir a floresta, buscando também o restabelecimento da biodiversidade, da estrutura e das complexas relações ecológicas, ou seja, aquelas relações estabelecidas entre os diferentes tipos de organismos (animais, vegetais, fungos, bactérias, etc.) e o meio físico circundante (solo, água e ar).

 

SEMEANDO FLORESTAS, COLHENDO ÁGUAS NA SERRA DO ESPINHAÇO: CONEXÃO COM PLATAFORMAS INTERNACIONAIS

 

O Projeto Plantando o Futuro – Semeando Florestas, Colhendo Águas na Serra do Espinhaço foi idealizado para promover o conhecimento, a prática e os valores humanos, com o desenvolvimento de boas relações entre as populações e o meio ambiente, em sintonia com as plataformas do Programa Homem e Biosfera (MaB – Man and the Biosphere) – Unesco.

 

O Projeto Plantando o Futuro – Semeando Florestas, Colhendo Águas na Serra do Espinhaço, proposto pela ONG Instituto Espinhaço, foi planejado para desenvolver três macro funções: I – contribuir para conservação da biodiversidade, incluindo os ecossistemas, espécies e variedades, bem como as paisagens na sua área de abrangência; II – fomentar o desenvolvimento econômico sustentável do ponto de vista sociocultural e ecológico, por meio de programas de educação ambiental voltados para a conservação da biodiversidade e sistemas de produção agroecológica integrada e sustentável; III – criar condições logísticas para efetivação de projetos demonstrativos na região da Serra do Espinhaço – Minas Gerais, para produção e difusão do conhecimento e para educação ambiental e para pesquisas científicas e monitoramento nos campos da conservação e do desenvolvimento sustentável.

 

pf-oinstitutoO INSTITUTO ESPINHAÇO

O Instituto Espinhaço é uma ONG sem fins lucrativos, que tem como foco de abrangência e atuação a região da Serra do Espinhaço na sua porção em Minas Gerais. A ONG possui mais de 70 membros, em seis estados brasileiros (MG, DF, RJ, SP, RS, GO) e em oito países (Brasil, França, Portugal, Estados Unidos, Espanha, Índia, China e Itália).

 

O Instituto Espinhaço trabalha para construir pontes entre os pensamentos globais e as ações locais, integrando os conhecimentos científicos à vida prática do indivíduo, associando-o aos conhecimentos tradicionais. A área de abrangência de atuação do Instituto Espinhaço estende-se por mais de 50 municípios da região da Serra do Espinhaço, apoiando a organização dos territórios municipais para o desenvolvimento amplo e irrestrito, fazendo-o de forma livre, justa, solidária e sustentável.

 

O Instituto Espinhaço objetiva a promoção do desenvolvimento sustentável nas comunidades e nos territórios inseridos no contexto da Serra do Espinhaço, desenvolvendo estudos, ações, proposição, gerência e parceria em projetos relacionados à conservação da biodiversidade e dos recursos naturais, em especial a flora, a fauna, as águas, o solo, o ar, bem como ações para a conservação das paisagens e dos monumentos naturais.

 

O Instituto Espinhaço tem atuado no desenvolvimento de boas práticas de sustentabilidade, buscando a integração harmoniosa das pessoas e da natureza para o desenvolvimento sustentável por meio do diálogo participativo, partilhando conhecimentos (sobretudo os tradicionais, tão presentes na região do Espinhaço), com projetos de empoderamento social, que respeitam os valores culturais e que preparam e apoiam as comunidades, sobretudo as pequenas, para lidarem com as mudanças da modernidade – contribuindo, assim, para os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.

 

pl-projetoO PROJETO SEMEANDO FLORESTAS, COLHENDO ÁGUAS NA SERRA DO ESPINHAÇO

A implantação do Projeto Plantando o Futuro – Semeando Florestas, Colhendo Águas na Serra do Espinhaço, visa contribuir para a restauração florestal no Estado de Minas Gerais, por meio da produção de mudas arbóreas de espécies florestais nativas, a fim de atender a projetos de recomposição florestal heterogêneos, por meio da aceleração do processo de sucessão secundária.
O Projeto Plantando o Futuro – Semeando Florestas, Colhendo Águas na região da Serra do Espinhaço tem como objetivo recuperar áreas degradadas, contribuir com a conservação de matas nativas para reduzir a concentração de CO2 na atmosfera, concorrendo para a minimização das mudanças climáticas e para a restauração florestal no Estado de Minas Gerais.

 

Em seu conjunto, o “Plantando o Futuro” destaca-se, de forma emblemática e referencial, como o maior esforço feito na região da Serra do Espinhaço em relação à preservação dos recursos florestais, cooperando, decisivamente, para que o Brasil possa atingir as metas internacionais relacionadas às alterações climáticas pré-2020.

 

Em Minas Gerais, mais de cinco milhões de pessoas já estão diretamente afetadas pelas mudanças do clima – número equivalente a mais de 25% da população no estado, de acordo com o Índice Mineiro de Vulnerabilidade Climática (IMVC). O estudo aponta que mais da metade dos 853 municípios têm baixa capacidade de se adaptar às alterações do clima e a seus efeitos, 78% têm alta sensibilidade a essas mudanças climáticas, e 15% estão em áreas de vulnerabilidade extrema. Esse quadro, por si só, já justificaria um esforço decisivo, como o Plantando o Futuro – Semeando Florestas, Colhendo Águas na Serra do Espinhaço, região que é, do ponto de vista hídrico, estratégica para o Estado de Minas Gerais.

 

Alguns dos objetivos do Projeto, na Serra do Espinhaço:
• Mobilizar e sensibilizar as comunidades, nos municípios e áreas-núcleo da região da Serra do Espinhaço, em Minas Gerais, objetivando a implantação do Projeto Plantando o Futuro – Semeando Florestas e Colhendo Águas na Serra do Espinhaço;

• Aplicar programas de capacitação, treinamento e aperfeiçoamento das equipes envolvidas diretamente no processo de produção e plantio das mudas de árvores do projeto;

• Promover a difusão e a aplicação, por meio de técnicas especiais, de processos de educação ambiental para comunidades rurais, divulgando processos de reorganização do uso do solo e do manejo das áreas rurais, visando maximizar seu potencial produtivo conjuntamente à proteção ambiental;

• Desenvolver projetos técnicos de restauração florestal, com o objetivo de plantio de três milhões de mudas de espécies florestais nativas;

• Implantar 5 (cinco) viveiros em áreas-núcleo dos 53 municípios, na região da Serra do Espinhaço, em Minas Gerais. No ano de 2016, serão implantados dois viveiros, nos municípios de Gouveia e Caeté. Os outros viveiros serão implantados em 2017;

• Produzir e plantar 3.000.000 (três milhões) de mudas nativas (mata atlântica e cerrado) da região da Serra do Espinhaço. No ano de 2016, serão produzidas 600 mil mudas;

• Articular e buscar promover sinergias entre o Projeto Plantando o Futuro – Semeando Florestas e Colhendo Águas na Serra do Espinhaço e iniciativas governamentais no estado e no país, bem como com iniciativas de âmbito internacional.

 

pl-cidadaniaCIDADANIA E CONSERVAÇÃO AMBIENTAL

A participação social no projeto será trabalhada na forma de intervenções educativas continuamente alimentadas ao longo do projeto, buscando o envolvimento pleno dos cidadãos, base do processo de cidadania ambiental proposto.

 

O Plantando o Futuro – Semeando Florestas, Colhendo Águas na Serra do Espinhaço é, por natureza, um projeto de empoderamento social, que propõe a integração dos valores culturais e das identidades das comunidades na Serra do Espinhaço.

 

Serão abrangidos pelo projeto na Serra do Espinhaço 53 municípios, com uma população de mais de 1 milhão de pessoas que serão beneficiárias diretas, destacando-se:
• Agricultores familiares e pequenos produtores rurais;
• Unidades de conservação públicas e privadas;
• Sindicatos de produtores e trabalhadores rurais, assentamentos rurais, prefeituras municipais, cooperativas agrícolas, associações comunitárias de agricultores, organizações não governamentais, entre outros.

 

MUNICÍPIOS ENVOLVIDOS NO PROJETO PLANTANDO O FUTURO – SEMEANDO FLORESTAS, COLHENDO ÁGUAS NA SERRA DO ESPINHAÇO

 

– Região Central – Município de Gouveia: Datas, Santo Hipólito, Monjolos, Serro, Serra Azul de Minas, Santo Antônio do Itambé, Materlândia, Sabinópolis, Alvorada de Minas, Presidente Kubitschek, Presidente Juscelino, Congonhas do Norte e Dom Joaquim (com implantação no ano de 2016);

 

– Região Sudeste – Município de Caeté: São Gonçalo do Rio Abaixo, Bom Jesus do Amparo, Nova União, Taquaraçu de Minas, Santa Maria de Itabira, Itambé do Mato Dentro, Ferros, Dores de Guanhães, Itabira e Barão de Cocais (com implantação no ano de 2016);

 

– Região Sul – Município de Ouro Preto: Mariana, Itabirito, Rio Acima, Nova Lima, Alvinópolis, Catas Altas, Rio Piracicaba, Santa Bárbara, Raposos e Sabará (com implantação no ano de 2017);

 

– Região Centro-sul – Conceição do Mato Dentro, Morro do Pilar Santana do Pirapama, Baldim, Jaboticatubas, Santana do Riacho, Santo Antônio do Rio Abaixo, São Sebastião do Rio Preto, Carmésia e Senhora do Porto (com implantação no ano de 2017);

 

– Região Norte – Diamantina: Bocaiúva, Francisco Dumont, Engenheiro Navarro, Olhos d’Água, Carbonita, Itamarandiba, Senador Modestino Gonçalves, Joaquim Felício, Buenópolis, Augusto de Lima, São Gonçalo do Rio Preto, Couto de Magalhães de Minas, Rio Vermelho e Felício dos Santos (com implantação no ano de 2017);

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